Em pesquisa realizada ano passado (agosto/2015) pode-se constatar uma queda de 25% na ingestão de
bebidas carbonatadas, ou seja, refrigerantes, em relação ao consumo de outros anos. Isso se deve a uma
mídia de “health life style”, que auxilia em uma maior conscientização por parte da população dos males
desses alimentos. No entanto, vemos em nosso dia a dia que essa redução se deu a uma troca maciça
por sucos de frutas, principalmente os industrializados. Infelizmente, em termos nutricionais, essa mudança
não é a mais satisfatória.

Sabe-se que uma lata de refrigerante tem em torno de 12 colheres de açúcar, enquanto uma lata (do
mesmo tamanho) de um suco industrializado possui 13 colheres de sopa. Açúcar é açúcar! Por mais que
o suco possa conter um pouco mais de vitaminas, minerais e fibras, não o torna saudável.

Apesar disso, já existem aqueles que, sabendo disso, optam sempre por sucos naturais. Lembre-se que
sucos naturais, aquele delicioso suco de laranja OU de uva integral, contém alto teor de açúcar também.
Sim, açúcar. Não o açúcar de adição presente nos industrializados, mas o açúcar natural das frutas =
FRUTOSE. Mas se é natural é bom?

Não é bem assim. Natural é comer a fruta, mastigar, destruir suas fibras. O suco, por menor processo que
ele possa passar (ex.: não ser coado), apresenta baixo teor de fibras, alta quantidade de açúcar (para
fazer 1 copo de suco de laranja são gastos 3-4 laranjas = 110-140Kcal OU 1 copo de suco de uva integral
= 120Kcal) e baixo teor de saciedade, como todo alimento líquido.

frutose

Mas vamos ao principal problema da ingestão dessa frutose de maneira liquefeita. Frutose é um açúcar
de estrutura semelhante a glicose (açúcar comum), com alto poder de adoçar, mas que somente sofre
sua quebra, para geração de energia, no fígado. Esse fígado, que quando não funciona bem OU quando
recebe uma alta carga desse açúcar sem a necessidade de transformação de energia, pode optar por
dois caminhos:

1. Transformar essa frutose em gordura, que irá ser armazenada no próprio fígado, causando a
esteatose hepática não alcoólica, com implicações sérias em aumento de colesterol,
trigliceridemia, aumento de inflamação… ou armazenado na forma de gordura visceral.
2. Transformar essa frutose em ácido úrico, podendo desencadear problemas como “gota” =
inflamação das articulações.

Claro que, tudo com moderação e como exceção, não causará problemas. O grande problema é a
ingestão diária, a repetição, o acúmulo. Mas, para isso, podemos optar por sucos com menor teor de
frutose, SEM adoçá-los: limão, maracujá, caju, melão, frutas vermelhas.

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